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  • Foto do escritorBernard Gontier

Tamanho Variado


Pelo fato de estarmos todos numa dimensão de múltiplos, algo que pode ser encarado como um princípio fluído complexo posto que sortido, e que acarreta numerosos pensamentos, abundantes respostas emocionais, tudo simultâneo, vejamos os dados para transferência. O consumo recreativo do digital - em todas as suas formas (smart-phone, tablets, televisão, etc.) - pela nova geração é absolutamente astronômico. A partir dos 2 anos, as crianças dos países ocidentais acumulam diariamente quase 50 minutos diante da tela. Entre 2 e 8 anos, esse tempo é de 2h45min. Entre 8 e 12 anos, os jovens passam aproximadamente 4h45min diante da tela. Entre 13 e 18 anos, eles chegam perto de 7h15min. Ao fim de uma ano, isso totaliza mais de 1.000 horas para um aluno da pré-escola (1,4 mês). 1.700 horas para um estudante do nível fundamental (2,4 meses) e 2.650 horas para alunos do ensino médio (3,7 meses). Expresso em fração de tempo em diário de vigília, isso resulta, respectivamente, em 20%, 32%, 45%. Ao longo dos 18 primeiros anos de vida, eles representam o equivalente a quase 30 anos letivos, ou, se preferimos, 15 anos de um emprego em tempo integral. (Michel Desmurget) Hedy Lamarr, (austrtiáca que depois de mil peripécias aterrissou em HollyWood para se tornar atriz gabaritada, também alcunhada A Mulher mais Bonita do Mundo, em parceria com o compositor George Antheil, desenvolveu um sistema de Defesa para o Tio Sam durante a Segunda Guerra Mundial, no espectro de dispersão e tecnologia de salto de frequência e, enfim, para encurtar, os princípios de seu trabalho formaram a base incorporada à tecnologia Bluetooth e GPS e ao modus operandi da Telefonia Celular e do Wi-Fi. Tal arrojo lhe valeu homenagem póstuma no “National Inventors Hall of Fame” em 2014. De pequenos a grandes gestos a Dimensão de Múltiplos dilata. Em 1962 um figurão fez uma visita às instalações da NASA e lá, a título de socializar, indagou a um sujeito que varria o chão qual era o papel dele. O sujeito respondeu: estou mandando o Homem à Lua. O diálogo não existe apenas por polidez ou obediência a um dogma. Olha, é mais ou menos assim, no final dos anos 60 dois agentes do FBI resolveram entrevistar serial killers. A diretoria do Bureau ficou em polvorosa. Acharam uma rematada loucura estabelecer uma linha de comunicação com pessoas capazes de cometer atrocidades inomináveis. Os agentes argumentaram que era a única maneira de tentar compreender a mente dos monstros. O resultado disso é que, a partir daí, foi possível prevenir a sociedade de potenciais malucos desse naipe. Ponto positivo. Em 1992 o casal Mary Juul & Finn Grandal, por puro idealismo, resolveu colocar na mesma sala um representante da OLP e um de Israel, então peixes miúdos, mas antagônicos de nascença, para iniciar uma conversa, por menor que fosse, entre ambas as vertentes. Três anos depois foi selado um acordo de Paz entre o governo israelense e organizações palestinas para encerrar o conflito. As coisas começaram a melhorar. “A existência deste cosmo inteligente e ordenado é possível porque a estrutura da criação é intricada e se comunica em todas as escalas.” (…) “Essa comunicação abastece uma dinâmica de troca de informações – para lá e para cá, ou um loop com feedback de informações – que permite que o sistema aprenda sobre si mesmo, evolua e se torne autoconsciente.”

Nassim Haramein, físico suíço, dito controverso. (Imagem - Gaston La Touche 1854–1913)

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