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  • Foto do escritorBernard Gontier

Players




Palavra que eu estava contando no relógio o fim do verão, cruzes, o cara abusou do privilégio de ser uma fornalha. 


Tão logo deu-se seu início comecei a ler a última novidade do Walter Isaacson, “Elon Musk”. Dois players, sem dúvida. 


O primeiro, ex-diretor executivo da CNN e ex-editor da Revista Time, mergulhou na senda da escrita e se tornou célebre com as biografias de Benjamin Franklin, Steve Jobs e Leonardo da Vinci, entre outras obras. 


O segundo dispensa apresentações.

Dizer o que? Descontando a platitude de correr pela viela de que, olha, o jardineiro da tia Luiza é um player, bem como o pedreiro da bisavó Adelina, etc., cada um de nós está no jogo da encarnação no Planeta Terra, uns com maior grau de evidência momentânea. 


Stallone, na visão de um brother, é um gênio basicamente por ter escrito o roteiro de “Rocky”. Filho da promoter de lutas femininas Jacqueline Stallone e do cabeleireiro Francesco Stallone, Sylvester nasceu em NY no ano de 1946. Escreveu o tema para ele mesmo, inclusive. Depois de figurar em cerca de 10 filmes e o sucesso passar ao largo, então, com 30 anos, ele encena o boxeador e dá uma guinada na própria vida. 


Você sabia que, até ser alterado pelo parlamento do Reino Unido em 1751, o calendário começava em março? 


Tânia e Luiz, no tempo e espaço deles, teceram uma linda narrativa de amor. Uma história verídica, diga-se passagem.


Na época em que eles eram namoradinhos de colégio o Musk estava montando uma empresa que, cerca de 3 anos depois foi vendida e lhe rendeu, líquido, 22 milhões de dólares. Ele contava com 29 anos na época. Logo em seguida, porque a vida vem aos borbotões, ele entra noutro empreendimento para sair dali, digamos, decorridos três anos, com 250 milhões de dólares. Nome da empresa - PayPal. 


Suponho que muitos jogadores se aposentariam com tal quantia. 



“As tintas intensas da tela misturam-se um tanto indistintas. Desbotam, destoam, derretem, escorrem, a par e passo, morrem”. Flora Figueiredo.


Outras parecem nunca derreter. Barry White partiu em 2003, mas o que tem de mini vídeos com músicas e imagens dele pululando na Web agora é impressionante. Barry, de 1972  a 2003, montou uma banda chamada “The Love Unlimited Orchestra”. 


Dia 19 de março foi aniversário de um participante ativo no encaminhamento positivo de todos os seres que por aqui andam ou já andaram. Não há registro de sua morte. Não comia carne, não bebia vinho, parecia dotado de poderes e capacidades que alcançavam o nível do misterioso, fluente em  12 línguas, autodidata nas coisas da natureza por sua própria aplicação e pesquisa, frequentemente aparecia em lugares diferentes e distantes um do outro na mesma época.



Luiz entrou numa faculdade dessas que levam séculos para concluir. Tânia seguiu por outro caminho, ocorre que, tão logo ele pega o canudo eles se esbarram e retomam o relacionamento. Depois de morarem juntos por dois anos, ele resolve fazer o pedido. Esse fato ocorreu no entorno de 2011, 2012. Combinam um cinema para sessão das 20hs, Luiz fez de tudo para chegarem atrasados, ele havia articulado uma mega operação para que a coisa ocorresse da seguinte forma: aterrissam munidos de refrigerante e pipoca, a sala escura com o filme começado, dez minutos passados o filme corta, aparece ele na tela, pronto para pular de pára-quedas de um teco-teco, não sem sem antes falar para a câmera: Tânia, eu te amo! Casa comigo? Vamos pular juntos? E ele se joga, o filme interrompe, as luzes se acendem, aplausos da platéia, onde Tânia, atônita, vê os pais dela, os pais dele, os amigos dela, os dele, um frenesi. Casaram dois meses depois, tiveram três filhos e estão juntos até hoje. 


Me contaram essa história ano passado. Quem me contou, amiga íntima do casal, que diz continuar sonhando com uma proposta dessas, me mostrou fotos dos cinco nos dias de hoje.  Lindas pessoas. 


Aqui, por senso de conveniência, mencionamos poucos, mas  saiba, colega, os verdadeiros players são os amigos da humanidade. 



“Teu beijo é tanto, é tamanho, que nele me dispo, me banho, me adoço, deixo no pescoço uma gota ativa pra te manter molhado enquanto posso. Essa humidade me conserva viva”. Flora Figueiredo. Imagem: fotografia para Life Magazine em 1964, por Tony Vaccaro.

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