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  • Foto do escritorBernard Gontier

A volta de Walter


Vou começar esse artigo de forma pouco usual, mas acredito que sirva ao propósito de aprimorar a exposição do personagem alvo.


Diálogo travado no Colorado ao raiar de 2016 entre Adamus e Mary Sue:


ADAMUS: Walter Russell. Nos fale um pouco sobre Walter Russell.


MARY SUE: Ele entrou num estado divino por 39 dias e noites e, quando saiu...


ADAMUS: Ficou maluco. Certo. É. [Algumas risadas]


MARY SUE: [rindo] Correto.


ADAMUS: Bem, ele ficou.


MARY SUE: Ele tinha um novo conceito do universo.


ADAMUS: Um novo conceito do universo. E quando foi isso?


MARY SUE: Foi em 1921.


ADAMUS: 1921. Aproximadamente, quando ele viveu? De que ano até que ano?


MARY SUE: Ele nasceu em 1870 e alguma coisa e morreu em 1962.


ADAMUS: Com aproximadamente que idade?


MARY SUE: Noventa e dois anos.


ADAMUS: Noventa e dois. Nada mal. Nada mal. E de onde ele era?


* * *


Graças a Deus temos a web e, partindo do livre arbítrio, podemos ou não focar atenção em itens além das ofertas da matrix hipnótica com seus seriados sobre traficantes de drogas, lenga lenga de corrompidos e corruptores, variação de imagens patéticas acerca de mal feitores religiosos, por aí a fora.


Walter Bowman Russell nasceu em Boston em 1871 e partiu desta em 1963. Por pouco não assiste o massacre de JFK.


Seus atributos oficiais são: escultor, pintor, filósofo, músico, autor e construtor.


O New York Herald Tribune o classificou como "moderno Leonardo", um homem da renascença em pleno século XX. Bem, um pouco de atenção sobre sua aventura terrena leva a considerações um tanto diversas de Leonardo.


Duas biografias foram escritas a seu respeito. A primeira, publicada em 1946, onde ele participou, intitulada "The Man Who Tapped the Secrets of the Universe", escrita por Glenn Clark, e outra, publicada em 2011, de autoria de Charles W. Hardy, "A Worthy Messenger: the Life's Work of Walter Russell".


Fazendo um condensado um tanto embaralhado de uma fatia da vida de Walter que cobre do seu nascimento ao ano citado por Mary Sue e Adamus, temos a saída de Boston, o casamento e lua de mel na Europa, o nascimento das filhas, o quadro exposto na Itália com repercussão mundial, a fase correspondente da guerra Hispano Americana, o ilustrador, o retratista de crianças, o autor de livros infantis, o arquiteto, o músico compositor de valsas, etc...


Em 1921, então, ele entra no estado divino por 39 dias e, nos anos 50, em dado capítulo de uma de suas publicações, temos "The Story of My Illumining". Mais nada consta na web nesse específico. O que a Luz lhe trouxe foi publicado em dois volumes, em 1949 - "The Divine Iliad".


O que me foi possível encontrar na rede para somar ao artigo encontra equivalência no trecho a seguir, do próprio Adamus: "Quando Walter teve seu insight, ele tentou escrever sobre isso. Escreveu um pouquinho, mas de fato foi muito mental, e mesmo seus livros não expressam o que é. E ele mesmo reprovou seus livros, dizendo: “Como alguém escreve algo dizendo que a mente simplesmente não compreende? Eu sei que vivenciei isso”, disse ele, e ele vivenciou, “mas não consigo descrever.” Porque ele estava tentando descrever em termos sensoriais e em termos mentais que são muito, muito limitados. Então, ele não conseguia escrever sobre isso".


Bem, se por um lado ele não conseguiu dar um ponto de vista pessoal sobre sua "iluminação", a mesma lhe deu combustível para o nascimento do que se pode chamar de Cosmogonia Russell, toda ela escrita e publicada: The Universal One (1926), The Russell Genero-Radiative Concept (1930), The Secret of Light (1947), A New Concept of the Universe (1953).


Aliás, escrita, publicada e debatida, e quando se diz debate fica impossível retirar de cena suas amizades. Vamos ver os amigos de Walter, e para isso segue mais um trecho de Adamus e Mary Sue:


MARY SUE: Mark Twain....


ADAMUS: Oh, Mark Twain. [Ela ri e a plateia faz “Ooh!”] Não, é uma boa companhia, se me perguntarem. E quem mais?


MARY SUE: Uh... [Adamus sussurra: “Tesla.”] Tesla. Nikola Tesla.


ADAMUS: Nikola Tesla.


MARY SUE: E ele conhecia Einstein também.


ADAMUS: E conhecia Einstein. Eles não se encontravam o tempo todo, mas... Então, ele era uma boa companhia. Agora, esse é um nome novo para muita gente. [Alguém pergunta: “Por quê?”] Por quê? E o que... Talvez você não saiba disso, mas o que Tesla disse a ele sobre seu trabalho?


MARY SUE: Ele disse para que ele o guardasse por mil anos, porque então o mundo poderia estar pronto para ele.



* * *



Além desses podemos citar Adolph Ochs, editor do New York Times e Thomas J. Watson, fundador da IBM. Nos anos 30 o Leonardo de Boston realizava palestras motivacionais para os funcionários da citada empresa.


Seus estudos sobre gravitação e radiação, a descoberta de novos isótopos e outros elementos como o deutério, o trítio, o netúnio, e pode-se somar uma infinidade de itens, jamais foram ignorados por autênticos cientistas, mas a comunidade científica, enquanto organismo, fez questão de ignorá-lo.


Sua cosmogonia envolve matéria e energia, eletricidade e magnetismo, descrição do processo do Criador, natureza de sistemas atômicos e estelares, leis naturais que governam o universo. Nas palavras de um engenheiro que leu a Cosmogonia Russell, em 1930: "Se as teorias de Russell são válidas, trata-se então de um conjunto de inestimável valor, cuja demonstração é que existe apenas uma única substância, e a diferença entre os elementos é uma diferença dimensional e não de substância".


Houve quem acrescentasse: desse modo, a transmutação pode ser reduzida a uma realidade viável.


Bem, a exemplo, o Tesla era um cara que falava em Energia Livre....


Pinçando uma das inúmeras citações de Russel: O grande erro da ciência tem sido excluir Deus da criação.


Hoje, para determinada quantidade de pessoas, essa frase começa a ganhar o traçado de uma moeda de 1 real.


Com 75 anos, já distante da primeira mulher (moravam em cidades diferentes), Russell recebe um telefonema. Dois anos depois, 1948, ele se divorcia para contrair matrimônio com a sra. Daisy Stebbing. Aquele telefonema foi uma guinada em sua vida. Daisy lera "The Man Who Tapped the Secrets of the Universe". Romanticamente dizendo, ela deve ter tomado fôlego, conseguido o número nalgum catálogo, cruzou os dedos entre suspiros e discou. Nunca haviam se falado ou sequer se conheciam. Quando ele atendeu, isso é verídico, disse a ela:

Conheço a sua voz, ouço-a dentro de mim há décadas....


Ao realizarem a cerimônia das alianças ele tinha 77 e ela 44.


Daisy era inglesa e mudou seu nome para Lao Russell (em homenagem ao iluminado chinês Lao-Tzu, 535 A.C.). De imediato o casal se lançou numa viagem pela América em busca de um local para erigir o museu Russell. Ambos fundaram a University of Science and Philosophy em Swannanoa (Virgínia) e dentre outras redigiram e publicaram "Atomic Suicide" em 1957.


A função desse artigo resume-se apenas em abrir uma janela para o leitor acerca desse ser humano e, se o leitor for versado em inglês, melhor ainda, porque há vasto material sobre Russell, incluindo aí suas concepções sobre a Luz, que ele considerava Deus.


Seus adeptos foram, de certa forma, alguns dos que deram início ao movimento nascido no início dos 70 conhecido como Nova Era. Foi a partir da sua já mencionada "Iluminação" que Walter sentenciou que a idéia da humanidade ser "Um" não era uma abstração: "Quando você machuca um, você machuca todos, quando soergue um, soergue todos".


Mary Sue, pelo que pude depreender, é discípula de Adamus e está escrevendo um trabalho sério sobre Walter Russell para ser publicado ainda este ano.


Quanto a volta de Walter, Adamus diz: "Mas o que está acontecendo agora? Eles estão voltando. Não reencarnando, mas eles estão voltando através de gente como você e através de vocês todos, porque essas coisas não são segredos".


Mary Sue, depois de ruminar suas pesquisas acerca de Russell, conclui:


"Me ajudou a entender que eu sou consciência, e isso me ajudou a assumir a responsabilidade por mim mesma e o que acontece comigo".



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